Meta dá código do Muse; Apple aperta Full Disk Access

Meta abre o código do Muse: quer a IA na sua torradeira, não só no celular
Segundo o TechCrunch (02/10), a Meta quer colocar o Muse na sua TV e na sua torradeira — e, para isso, está liberando o código de graça. A mensagem é literal: "queremos o seu próximo gadget infundido de Muse".
Contexto: o Muse é o modelo de IA da Meta, e abrir o código repete o playbook que a empresa usou com o Llama — em vez de vender acesso ao modelo, ela barateia o modelo para ganhar distribuição. A diferença é que, agora, o alvo não é só o servidor do desenvolvedor: é o aparelho na sua cozinha. Modelo de graça significa que qualquer fabricante pode embutir o Muse num eletrodoméstico sem pagar licença e sem depender de nuvem.
O que mudou: o código sai de graça, transformando o Muse em padrão de facto em potencial para hardware barato. É uma jogada de "commoditize o modelo para dominar o ecossistema" — exatamente o movimento que mais incomoda concorrentes que vendem IA fechada.
Por que importa: a briga de IA sai da tela do computador e vai para o objeto físico. Quem controlar o modelo que roda na torradeira, na fechadura e no termostato controla a camada de dados mais íntima que existe — a casa. E a Meta, abrindo o código, está apostando que ganha mais sendo onipresente do que sendo exclusiva.
Apple aperta o Full Disk Access para conter agentes de IA — e a Meta reclama
A Ars Technica (02/10) reporta que a Apple mudou as permissões de Full Disk Access (FDA) do macOS para conter abuso por agentes de IA. A disputa veio a público de forma explícita: a Meta afirma que o FDA "não é suficiente" para o Muse ler mensagens; a Apple discorda.
Contexto: o Full Disk Access é a chave-mestra do macOS — a permissão que deixa um app ler arquivos protegidos como Mensagens, Mail, Safari e backups do Time Machine. Agentes de IA prometem justamente isso: mexer nos seus arquivos "por você". Só que a mesma permissão que torna o assistente útil é a que torna o abuso trivial. A Apple, fiel à narrativa de privacidade, está apertando esse acesso; a Meta, que precisa dele para o Muse funcionar como agente pessoal, está reclamando.
O que mudou: o sistema operacional passou a tratar agentes de IA como categoria de risco e limitou o alcance que eles têm sobre seus dados. Na prática, a Apple está dizendo que "ler suas mensagens para te ajudar" não é motivo para liberar o disco inteiro.
Por que importa: é o primeiro atrito sério entre a era dos agentes e os controles de privacidade do sistema operacional. A pergunta que fica é estrutural: quem decide quanto acesso um assistente de IA tem à sua vida — você, a fabricante do modelo ou a dona do sistema operacional? Apple e Meta acabaram de escolher lados opostos, e isso vai virar campo de batalha em cada atualização.
Status do TOKEN CLUB
Placar (03/10)
- 🥇 Kogu — 3.940.488.420 tokens
- 🥈 Xepa — 3.035.251.037
- 🥉 JOAO_AMORIM — 2.694.799.519
- 4º Tetz — 302.210.242
Kogu abriu 905.237.383 tokens de folga sobre Xepa — e olha o detalhe: de ontem para hoje, Kogu queimou 812.346.473 tokens sozinho (subiu de 3.128.141.947), enquanto Xepa, JOAO_AMORIM e Tetz não se moveram. O top 3 concentra ~97% dos tokens entre os quatro que pontuam; a briga real segue sendo o 2º/3º lugar, com Xepa só 340.451.518 à frente de JOAO_AMORIM.
Índice
- Hoje (03/10): SEM DADO — nenhuma máquina reportou ainda (o número é parcial, só sobe).
- Base: 5.666.075,5 tokens/dia (média de 14 dias).
- 01/10: 715.408.605 tokens (~126x a base).
- 02/10: 201.585.277 tokens (~35x a base).
São 916.993.882 tokens em dois dias, quando o normal é ~5,7 milhões/dia. O salto de Kogu no placar é o rastro desse incêndio: um único jogador virando a noite move o índice inteiro (a amostra é de 12). Ainda assim, fica a pauta aberta — nenhuma das notícias do dia explica sozinha por que alguém queimou 715 milhões de tokens em 01/10. Ou o clube teve uma maratona não contada, ou o mundo da IA viu algo que ainda não apareceu no feed.